sábado, 7 de janeiro de 2012


Mário Yamasaki será o terceiro homem dentro do octógono do UFC 142 - Rio, que acontece no dia 14 de janeiro, na HSBC Arena, no Rio de Janeiro. Com a experiência adquirida desde 1999, como um dos principais árbitros do UFC, o brasileiro quer ajudar o Brasil a construir uma regulamentação, para tornar o esporte ainda maior. "O Brasil é terra de ninguém", disse Yamasaki recentemente a uma rádio americana. "Qualquer um pode fazer qualquer coisa, e eu estou tentando ajudar na implantação de um regulamento unificado (do MMA) em todo o país."

Faixa preta em jiu jitsu, Yamasaki arbitrou inúmeras lutas de alto nível no UFC, incluindo o confronto de pesos pesados na sexta-feira passada no UFC 141, entre o ex-campeão Brock Lesnar e Alistair Overeem. Acostumado com a organização americana, quando contratado para arbitrar em eventos brasileiros, Yamasaki nota outra realidade. Fora o modo como preparam a luva e as substâncias estranhas que esfregam no corpo, o árbitro também revela. "Eu vou a um monte de eventos onde eles não têm sequer os médicos ou inspectores".

Yamasaki cita mais um fato como exemplo, ocorrido no Brasil. Em setembro passado, ele arbitrou a luta de aposentadoria de Royler Gracie, no Amazon Combat, em Manaus. "Royler perdeu os três rounds, e um dos juízes deu a Royler. Após a luta, eu perguntei a ele: 'O que você está pensando? Por que você deu para Royler?' Ele disse: Oh, é sua última luta. Ele fez muito pelo jiu-jitsu.'". A atitude deixa o veterano do UFC mais preocupado com o MMA nacional.

Radicado na Pensilvânia, Yamasaki espera ajudar na criação de uma comissão atlética adequada para supervisionar eventos no Brasil, embora ele não vá tomar uma posição dentro dela. Em fevereiro, Yamasaki importará o seu curso de formação de árbitro para o país. "Estou ajudando-os a iniciar uma comissão, apenas ministrando cursos de MMA", conta. "Se alguém morre ou se machuca no Brasil, vai ser ruim para o esporte e para o país", explica.

Yamasaki tem presenciado todos os tipos de situações dentro de uma luta. Ele ressalta a questão da imparcialidade. "Eu não escolho os lados, eu sou sempre o mesmo", destaca. "Não importa se ele é meu irmão, meu primo, se ele é brasileiro ou japonês, na luta, o melhor cara tem que ganhar. Você tem que dar a eles uma chance de fazer o que eles sabem fazer, e você tem que estar correto. Temos respeito, porque nós fazemos isso."

Nenhum comentário:

Postar um comentário